29 de fev. de 2008

Ô Côrralinda...nammm


Quem chega em Fortaleza pode ficar meio perdido com o dialeto próprio da cidade e dos interiores do Estado do Ceará. Estamos falando do cearês, um jeito muito particular dos cearenses de criar comunicação. Um monte de palavras juntas do cearês e qualquer pessoa de fora da cidade fica perdido sem saber o que significa. É quase um idioma oficial do nosso povo. Por isso resolvi colocar um texto escrito no dialeto para que todos possam apreciar um pouquinho do nosso Ceará Moleque:



FORTALEZA



“Pense numa cidade pai d'égua! O ano todo com um calor de rachar o quengo. Toda noite tem comédia e o povo é bonequeiro que só! Tá pra nascer quem é de Fortaleza que não é amancebado com esse lugar. Tem é zé prum cabra conhecer aqui e depois querer capar o gato. Pode ser liso, estribado, vir de perto ou lá da baixa-da-égua. Qualquer um fica arriado os quatro pneu quando vê as praias daqui. Fica logo todo breado de areia, depois se imbioca no mar e num quer mais sair nem a pau. Depois de conhecer a negrada então, vixe!Se a cidade é boa assim, avalie o povo! Tem gente de todo jeito: do fresco ao invocado, do batoré ao galalau, dos gato réi às ispilicute, do cabra-macho ao fulerage e muitas outras marmotas. Bom que nem presta. É por isso que nas férias dá uma ruma de turista e tudo doidim por uma estripulia, porque sabem que Fortaleza não é de se rebolar no mato. Só precisa dar um grau aqui ou uma guaribada ali, mas, mermo assim, tá de parabéns. Arre égua, ô corra linda, essa cidade, Nam!”


(autor desconhecido)

Um comentário:

Anônimo disse...

E os cafuçu? rs