30 de mai. de 2008

"Dar não é fazer amor"

"Dar não é fazer amor. Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.

Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca... Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza... Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom. Melhor do que dar, só dar por dar.

Dar sem querer casar.... Sem querer apresentar pra mãe... Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo. Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral... Te amolece o gingado... Te molha o instinto. Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.

Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã. Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito. Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro.

Dar é bom, na hora. Durante um mês. Para os mais desavisados, talvez anos. Mas dar é dar demais e ficar vazio. Dar é não ganhar. É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.

É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir. É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: "Que que cê acha Mô?".

É não ter companhia garantida para viajar.. É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia. Dar é não querer dormir encaixadinho... É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.

Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor. Esse sim é o maior tesão. Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar Experimente ser amado..."

(Luis Fernando Verissimo)

23 de mai. de 2008

Menos colágeno e mais liberdade

Para nós mulheres de 30!

As mulheres de 30 anos, já narrada pela literatura, são assim mesmo! MARAVILHOSAS!!

Não é que de repente acordamos com 30 anos e tudo mudou. Dizem que nossa primeira mudança ocorre aos 28 anos e então começa um processo para chegar aos 30 anos e perceber essa mudança. Se alguém fizer uma forcinha saberá que algum fator importante ocorreu em sua vida aos 28 anos, uma ruptura, um novo olhar.

Foi assim comigo. Aos 28 anos decidi que ia ser feliz e comecei a deixar coisas e pessoas que já não poderiam caminhar ao meu lado. Sofri, pois romper com velhos hábitos, mesmo que ruins, me amarrava um pouco. Os 29 anos foi uma idade em que tive uma crise existencial, o medo de olhar pra frente me angustiava, mesmo sabendo que eu tinha que trilhar aquele caminho, tinha vontade de sumir. Foi um ano desgastante emocionalmente. Finalmente em dezembro de 2006 completei 30 anos. Bom, continuei na mesma, afinal era dia 14 e dezembro sempre me perturbava o juízo. Entretanto, a crise foi passando e meu caminho ficou limpo para prosseguir. Em 2007 aos 30 anos vivi uma das melhores experiências da minha vida. O AMOR!

Eu tinha medo de amar e passar por todo aquele aborrecimento de antes. Mas esse amor era diferente. Eu me senti mais livre para amar plenamente. Eu era independente para expor meus sentimentos. Eu fui ousada como nunca havia sido. Senti um prazer que achava que só existia em filme. Senti meu corpo em harmonia, tudo se ligava entre si. Nunca senti isso antes dos meus 30 anos!

Toda aquela mudança estranha era parte de um processo chamado: maturidade.
A mulher de 30 anos tem um charme insuportável. É atraente e sedutora quando quer ser.
Não se pode negar que umas ruguinhas vem ao nosso encontro e se tornam parceiras do cotidiano. Mas pra que se preocupar? A natureza é sábia, compensa nossa falta de colágeno com cosméticos, nossa flacidez com atividades físicas. E quando juntamos cosméticos, musculação, liberdade e maturidade, o resultado é uma mulher maravilha, aos 30 anos.

Minha mãe engravidou de mim antes de casar. Por isso gosto de pensar que fui concebida numa discoteca, ao som de I love to love baby. Minha mãe em alguma festa com meu pai naquele ritmo eloqüente, por trás de alguma porta fizeram a mim...em 1976! Como nasci em dezembro, pode ter sido até fruto de algum carnaval D-I-S-C-O, calças boca de sino e cabelo black power. Fui criança na melhor época, anos 80, vendo balão mágico, tentando aprender os passos de thriller do Michael Jackson e dançando os Menudos. Adolescente nos 90, bombardeada dos grupos de meninos bonitos que dançavam. Eu cheguei a ter colapsos nervosos por causa dos New Kids On The Block. Eu batia em todos os meninos que chamavam eles de gays, não admitia esse tipo de comentários com meu futuro marido Jordan. O ano de 2000 entrou e o mundo não acabou. Tive minha primeira impressão de ter saído daquele mundo patético de tietagem e aos 23 anos me senti mulher, ah coitada...ainda faltava tanto! Hoje em 2008, tenho 31 anos e agora sim, me sinto ao mesmo tempo mais menina e mais mulher, mas com um breve contato com a sabedoria, que só vou descobrir na idade da loba, dizem que é pelos 40.

Nossa melhor idade está dentro de nós, mas nosso exterior bem cuidado vai refletir não uma idade específica e sim uma experiência deslumbrante.

PS: Dedico esse texto a minha amiga Mimi que hoje completa 30 anos.

*BEM VINDA AO MUNDO DAS MULHERES*

19 de mai. de 2008

Toda mulher que se preze tem um falecido

O tema abaixo foi inspirado numa conversa com minha amiga Flavinha!



Toda mulher que se preze tem um falecido.


O que vem a ser um falecido?

No dicionário encontramos a seguinte definição:

FALECIDO: adj. e sm. Que ou aquele que falece; morto (Aurélio)

Ou seja, aquele que comete o ato de falecer. Entretanto, popularmente, o falecido vem a ser o EX, este que pode ser um ex namorado, ex marido, ex amante, ex caso.

Que caracteriza um falecido?

Nem todo ex pode receber o status de falecido. Não é um ex qualquer. Para que este venha a ser considerado um falecido, é preciso observar certas características persistentes.


1)Todo falecido tem fortes tendências a fazer da vida da mulher um inferno
2)Geralmente são ciumentos e possessivos
3)Em sua grande maioria se fazem de vítimas quando a mulher tenta se impor
4)São chatos e grudentos
5)Não querem a mulher, mas não quer que ela tenha mais ninguém
6)São adulteros
7)Muitos são machistas, grosseiros, estúpidos
8)Também são acomodados demais com a relação
9)Elogiam a mulher quando só interesa para sexo
10)Outras particularidades similares

Como é a relação com um falecido?

A relação com o falecido costuma ser muito desgastante, acrescida de humilhação, ataques de raiva, aumento da TPM, choros inesperados, agressões físicas, xingamentos frequentes, apelidos inconvenientes, piadas depreciativas entres os amigos dele. A mulher quase sempre já viu seu falecido paquerando outras mulheres na sua frente, muitas até perdoam o ato indecoroso, mas mesmo assim continua a se repetir. Toda mulher já foi traída pelo falecido. Nessa relação não se sabe exatamente o que prende a mulher ao falecido, pois nem sempre são tão bons de cama e as fazem sofrer. Acredito que seja um caso de complexo de Electra, o qual podemos recorrer a psicanálise para compreender melhor. Quando os falecidos são bons de cama, a mulher geralmente tem mais dias de ódio do que noites de prazer e ela se prende a pequenas quantidades de sexo selvagem para desculpar sua impotência diante do falecido.

Como se livrar de um falecido?

Leia livros de auto ajuda
Saia para lugares inovadores
Conheça pessoas diferentes dele
Cuide mais de você
Chame a polícia
Faça uma macumba

A vida após o falecido:

A mulher percebe que depois que se livra do falecido, perdeu grande parte do tempo tentando mudar alguém que não se pode.
Ela cuida mais de sim mesma.
Ela se ama mais
Ela busca uma relação com alguém mais estável
E descobre que a maioria das mulheres querem amar e precisa muito mais de um homem que as amem de verdade do que um pênis cambaleando entre suas pernas (e outros orifícios).


Esse texto é uma homenagem a todos os falecidos, pois com eles é possível amadurecer em certas etapas da vida rumo a uma relação mais feliz e saudável.

PS: Se você não aprendeu nada com seu falecido, CUIDADO! Porque mais adiante você pode vir a ser a falecida de alguém!





14 de mai. de 2008

Frase do dia




"Às vezes é preciso ser maluca pra não ser infeliz"

[frase dita pela personagem Zuca da novela Cabocla]











9 de mai. de 2008

Falta de inspiração resulta em Frases lindas...dos outros!

Por falta de juízo, inspiração ou coisa semelhante não consegui escrever meu texto hoje. Entretanto, quero manter fiel a minha promessa de tá sempre atualizando meu blog. Vou presentear com frases e citações brilhantes que, apesar de algumas serem conhecidas, são sempre magníficas.

"O poeta é um fingidor
Finge completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente"

[Fernado Pessoa]

"É Melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão"

[Confúcio]


"Se as coisas são impossíveis,Ora! Não é motivo para não querê-las,que tristes seriam os caminhos se não fosse a mágica presença das estrelas."

[Mario Quintana]

"Prefiro morrer de paixão a morrer de tédio."

[Van Gogh]

"É melhor calar-se e deixar que os outros pensem que você é um idiota, do que falar e acabar com a dúvida"

[Abraham Lincoln]

"A distância mais longa é entre a cabeça e o coração."

[Thomas Merton]

"Se existe vida inteligente na terra?Claro que existe, mas eu estou só de passagem."

[Neimar Peixoto]

"Se você acha educação cara, experimente a ignorância"

[Derek Bok]

"Aquele que luta com monstros deve acautelar-se, para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para o abismo, o abismo olha para você."

[Nietzsche]

"Que pode uma criatura senão,entre criaturas, amar?
amar e esquecer,amar e malamar,amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?"

[Carlos Drumond]

"É apenas com o coração que se pode ver direito, o essencial é invisível aos olhos."

[Antonie Saint-Exupéry]

"O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."

[Clarice Lispector]

"Mas ao contemplá-la junto ao muro de pedra de sua casa, com os braços carregados de flores silvestres para seus velhos e o cabelo revolto pela viagem de moto, intuiu que essa criatura não fora feita para as realidades sórdidas. Beijou-a na face o mais próximo possível da boca, desejando com paixão permanecer ao seu lado eternamente para protegê-la das sombras. Cheirava a ervas e tinha a pele fria. Soube que amá-la era seu destino inexorável."

[Isabel Allende...De amor y de sombra]

6 de mai. de 2008

"O meticuloso exercício da escrita pode ser a nossa salvação."


Essa frase foi dita por Isabel Allende em seu livro Paula. Eu vou mais além disso: o exercício de ler tais escritas nos ajuda no processo de perdição. Perdição porque o conhecimento é um caminho sem volta. Perdição porque a leitura nos leva longe para lugares que a vida real não nos proporciona e corremos o sério risco de não querer voltar. Pelo menos pra mim para cada livro que leio construo um laço com as personagens, dedico para elas horas e dias, são parte de mim naquele momento. Construo o cenário, choro com os dramas, mas também dou gargalhadas com as comédias.

Não sou uma simples leitora. NÃO! Sou uma personagem coadjuvante, aquela que fica olhando de fora e se deliciando a todo instante com as situações narradas. Sim, é uma perdição. Às vezes me entrego de tal maneira aquele mundo que passo horas pensando sobre o que li, aliás sobre o que vivi, melhor dito. Ainda lembro das lágrimas que me cairam lendo o romance de Isabel Allende [adoro essa mulher rs] De amor y de Sombra. Me emocionei como se fosse aquela personagem tocada diante do amor e diante do caos que vivia seu país. Me perdi horas pensando como seria ter vivido tamanha situação. E dei graças a Deus por viver numa época mais livre. Me perco dessa vida a cada frase sábia que esses escritores audaciosos se propõem a escrever e pior ainda, publicar para pessoas como eu, sensíveis a uma literatura.

Que imaginação é essa que flutua nessas mentes que como um passe de mágica entra em nossa alma, ao ponto de nos fazer ver a vida diferente, nos perdendo daquilo que antes pensávamos? Agora já pensamos distintamente porque o vírus da escrita nos foi injetado. É uma perdição, porque agora quero ler mais e como uma doença letal esse vírus vai mexendo em meu esqueleto, porque já não me sento mais como uma dama e sim como uma piveta com as pernas esticadas em outra cadeira e a coluna torta pois já estou devorando o livro e aquele mundo de tal maneira que minhas boas maneiras de se sentar já foram para o espaço, aquele espaço do livro, aquele que só existe no exato momento que me vejo lendo.


Como posso me conter diante de um Alexandre Dumas que proclama aos sete ventos para os mosqueteiros que "de certo há um Deus para os bêbados e para os amantes"? Definitivamente estou perdida. Minha inocência deu lugar a cognição e de repente me vejo conhecendo outros países, outras culturas, lendo em outro idioma, íntima daquelas pessoas do livro que nunca vi, mas conheço a todas.

Meu mundo já está habitado por outros mundos. Pela leitura conheci os Andes, conheci a Idade Média, travei lutas com bárbaros e ajudei a resolver inúmeros mistérios. Realmente a escrita é o caminho da salvação dos escritores e para minha alegria, eu amo me sentir perdida nesses desencontros de minha alma e encontro de minha imaginação.

3 de mai. de 2008

O meu amor...Chico Buarque


Gosto muito das letras de Chico Buarque e quando vi essa me lembrei de mim mesma. Sim, palavras que penso...hummm quando penso no meu amor, quando estamos juntos e de todas as coisas felizes que me atingem quando estou com ele... ai ai [suspirinhos]!!!

Essa é pra vc amor, meu Fábio Rafael*

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo até minh'alma se sentir beijada

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que me deixa maluca, quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz